| Sorriso Agora
22/07/2010 ás 08:59 - Atualizado em 22/07/2010 08:59:00
Sorriso: Bombeiros teriam demorado para atender ocorrência que resultou na morte de uma criança
Ainda desconhecidas as causas que teria provocado um incêndio na residência de numero 3.000 na Avenida Porto Alegre, próximo estrada para o Jardim Carolina deixa o saldo de um menino de 3 anos de idade encontrado morto com o corpo carbonizado.
O menino estava dormindo no interior da residência enquanto sua avó, única acompanhante na residência estava no tanque lavando roupa. Uma das primeiras pessoas a perceber a fumaça, conhecido como Alemão, salientou que percebeu a fumaça e o inicio da s chamas e buscou alertar o Comando de Bombeiros assim como o pessoal que trabalha numa empreiteira próxima do local.
“Ninguém conseguia falar com os Bombeiros, falar com ninguém e ainda desesperador por que se percebia o choro de uma criança dentro da casa e a fumaça tomando conta de tudo, foi desesperador e quando derrubamos a parede a criança estava a dois metros da parede, caída completamente carbonizada”, falou a testemunha.
Um dos filhos da avó da criança que morreu carbonizada, Dionatan Souza Diniz, salientou que a senhora morava com outro filho (pai da criança) que havia viajado para trabalhar em fazenda. O menino Gabriel de Souza Diniz, três anos de idade, morava com a família naquele local, por volta de um ano.
“Não dá para saber o que teria ocasionado o incêndio pois a casa estava nova, estava boa, não dá para entender”, falou o tio da criança entre soluços.
Parentes da família, que teve todos os móveis e o próprio imóvel destruídos mostravam indignação quanto a ação do Comando de Bombeiros de Sorriso que demoraram para atender a chamada e ainda mais para chegar ao local e debelar as chamas, quem sabe ainda daria tempo para salvar a criança.
“Não entendo como pode ser isto numa cidade com tanto dinheiro e não ter condição de salvar uma pessoa de um incêndio”, falou um dos parentes da senhora que morava na residência.
Um dos caminhões do Comando dos Bombeiros quebrou a menos de 200 metros do local e o outro caminhão quando chegou as mangueiras estavam emendadas e apresentavam muita vazão de água. “O Corpo de Bombeiros não tem estrutura para apagar um incêndio e faz três anos que presto serviço lá (Comando) e todo os dias a gente percebe falta de mangueira, eles (bombeiros) se queimaram uma vez tudinho por que não tinham roupa, não tem estrutura e quem paga seus impostos e o próprio comando, fica a lamentar a perda de seus entes queridos como este menino de três anos de idade”, falou entre gritos e gestos de ira e revolta, Mizael Souza Diniz, também tio do menino.