Sinop, Matupá e Região Norte - 19/05/2012
| Saúde
24/01/2012 ás 08:25 - Atualizado em 24/01/2012 08:25:00
Várzea Grande: Médicos vão fechar o PS se não receberem salários atrasados

Cerca de 340 médicos prometem paralisar as atividades na rede pública de saúde em Várzea Grande a partir do 1º de fevereiro. A categoria vem cobrando uma atitude da prefeitura desde dezembro do ano passado quanto às condições de trabalho e melhorias salariais. Eles estiveram em assembleia geral no último dia 20 e deliberaram uma série de encaminhamentos. Está previsto para esta segunda-feira (23) um movimento demissionário. Caso não resolvam a situação, os médicos prometem fechar o Pronto-Socorro do município.

 

 

 

De acordo com a presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed/MT), Elza Queiroz, os profissionais da saúde cobram os atrasos sucessivos de pagamento dos vencimentos. Segundo ela os atrasos estão previstos em um acordo judicial feito pelo prefeito com a categoria em abril de 2010.

 

 

 

Segundo informações do Sindicato a maioria dos profissionais está com os contratos temporários vencidos e não foram renovados pelo Executivo. “Os que estão com os contratos vencidos estão indo para a casa. É preciso oficializar a situação”, disse a sindicalista. Pelos cálculos da entidade cerca de 80% dos profissionais não são efetivos.

 

 

 

“A classe médica está consternada com o descaso que vem sendo tratada a saúde pública no município, com a total falta de respeito aos profissionais da saúde e população. O nosso objetivo é tentar sensibilizar o governador para que possamos resolver a situação. Infelizmente a prefeitura não está de acordo com a realidade. É um descaso geral”, contestou Elza Queiroz.

 

 

 

O Sindimed/MT alega que a situação na rede pública de saúde do município é crítica desde 2009. E vem piorando a cada ano devido os atrasos e a ineficácia dos repasses do estado para o município de Várzea Grande.

 

 

 

OUTRO LADO

 O secretário de Saúde do município, Marcos José da Silva, disse que esteve hoje (23) pela manhã com o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, que, garantiu liberar os repasses para o município até o final do mês. Ele comentou que todas as ações sendo tomadas no sentido de resolver os salários atrasados. O repasse mensal é em torno de R$ 1,5 milhão.

 

 

 

No entanto, o secretário comentou que não há salários atrasados. Segundo ele o pagamento foi realizado no dia 13 desse mês. Somente com a folha do mês de dezembro foram gastos R$ 4 milhões. Silva reconhece que apenas as verbas indenizatórias estão em débitos. Segundo o secretário do município, eram cinco meses de atrasos e que atualmente são apenas três.

 

 

 

Silva comentou que esteve reunido com a categoria na última sexta-feira e que toda a negociação já foi restabelecida com a classe médica. Atualmente a rede pública do município atende em média cerca de 30 mil atendimentos por mês.