Sinop, Matupá e Região Norte - 19/05/2012
| Peixoto de Azevedo
12/09/2010 ás 13:32 - Atualizado em 12/09/2010 13:32:00
Incêndio destrói 75 mil hectares no Norte do Estado
Por: Midianews

Em uma mistura de tempo seco, vento forte e altas temperaturas, as queimadas já foram responsáveis pela destruição de 75 mil hectares no município de Peixoto de Azevedo (691 km ao Norte de Cuiabá). A área atingida é equivalente a 75 mil campos de futebol.

 

 

 

 

Dezenas de animais mortos, 200 mil pés de bananas e 60 mil pés de abacaxis queimados pelo fogo já somam prejuízos que, de acordo com a assessoria da Prefeitura de Peixoto, podem chegar a mais de R$ 20 milhões.

 

 

 

 

Além disso, cerca de 2.600 famílias, que vivem em 11 assentamentos do município, foram prejudicadas pelo incêndio. A situação fez com que, no fim de agosto passado, o prefeito Sinvaldo Santos Brito decretasse estado de emergência.

 

 

 

 

De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Peixoto, Flávio Borges, o fogo, no primeiro momento, atingiu principalmente os pequenos produtores, que sobrevivem da agricultura familiar.

 

 

 

 

"A agricultura familiar perdeu muito e, até então, o fogo não tinha se alastrado nas fazendas da região, porém nesta semana começou na área de pastagem e floresta, atingindo também o grande produtor", disse o secretário ao MidiaNews.

 

 

 

 

Apesar disso, os prejuízos no perímetro urbano ainda continuam. Flávio informou que, no último fim de semana, uma serraria foi destruída e duas casas que estavam próximas também foram incendiadas.

 

 

 

 

Sem recursos

Peixoto de Azevedo sofre, desde o fim de junho, com as queimadas. Só no mês de agosto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 1988 focos de queimada. O município é o mais atingido por incêndios no Estado de Mato Grosso.

 

 

 

 

Para o secretário de Meio Ambiente, a situação atual pode ser considerada a mais alarmante desde 2007, quando o Estado alcançou, de janeiro a agosto, 59.915 focos de queimada, tornando-se campeão mundial.

 

 

 

 

Apesar do decreto de emergência, o Governo do Estado, segundo Flávio, ainda não enviou recursos para ajudar o município.

 

 

 

 

"O processo é um pouco demorado, mas estamos fazendo trabalho de educação ambiental e a própria comunidade faz sua parte no combate ao fogo", explicou. O município não possui equipe especializada no combate.

 

 

 

 

Além disso, a Defesa Civil tem ajudado com a logística, buscando formas viáveis da reconstrução de casas para famílias que ficaram desabrigadas. E a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está doando mudas de plantas aos pequenos produtores e ração aos animais.