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09/09/2010 ás 22:43 - Atualizado em 09/09/2010 22:43:00
Vereador acusado de fraude leva sapatada em Dourados (MS)
Por: R7

O vereador Aurélio Bonatto (PDT), 2º secretário da mesa diretora da Câmara Municipal de Dourados (MS) foi atingido por um sapato atirado por um auxiliar administrativo, ao tentar abrir a sessão no plenário da Casa.

 

 

 

 

 

Bonatto foi um dos vereadores presos na Operação Uragano, que desmanchou um esquema de fraudes em licitações e corrupção, que envolveram o prefeito e todo o primeiro escalão de Dourados, além de vereadores, servidores públicos e empresários.

 

 

 

 

 

Ele foi solto após um habeas corpus concedido pela Justiça, na última sexta-feira (3), na mesma semana em que foi preso junto com outros 9 dos 12 vereadores de Dourados.

 

 

 

 

 

No início da manhã, o plenário da Câmara Municipal de Dourados estava lotado de populares que faziam protestos com vaias e faixas. A Polícia Militar foi chamada para conter os manifestantes.

 

 

 

 

 

Três vereadores entraram junto com Bonatto no plenário, e quando ele assumiu a mesa para abrir a sessão, foi atingido por um sapato. Assustado, o vereador deixou a sala. A sessão não foi aberta e transferida para segunda-feira (13), às 19h.

 

 

 

 

 

O autor da sapatada é o auxiliar administrativo Adailton Castro de Souza, de 35 anos. Ele foi contido pela polícia e preso. Alegou que estava revoltado com a saúde no município. Adailton teria tentado marcar consulta para a filha, que está doente com um nódulo na garganta, e não conseguiu. O agressor pode ser autuado em flagrante por tentativa de agressão.

 

 

 

 

 

Uragano

A Polícia Federal concluiu o inquérito nesta quarta-feira (8) e indiciou 60 pessoas, entre eles Aurélio Bonatto, por crimes relacionados ao exercício ilegal de atividade financeira, agiotagem, crimes contra a ordem econômica e o sistema financeiro, fraude à licitação e corrupção.

 

 

 

 

 

Entre os presos estão o prefeito de Dourados, Ari Valdeci Artuzi, a primeira-dama Maria Artuzi, vice-prefeito Carlinhos Cantor e o presidente da Câmara de Vereadores, Sidlei Alves.


 

 

 

 

Entre as principais denúncias, está o desvio de R$ 100 mil, que seriam destinados ao Hospital Evangélico de Dourados. Desse montante, R$ 9 mil teriam servido para pagar uma cirurgia estética da primeira-dama Maria Artuzi.

 

 

 

 

 

As denúncias foram feitas pelo secretário de governo, Eleandro Passaia.