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03/09/2010 ás 16:58 - Atualizado em 03/09/2010 16:58:00
Homem é acusado de engravidar e causar aborto da filha
Por: Midia News

Investigações da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) culminaram na prisão de um pai, acusado de abusar sexualmente da filha de 12 anos e provocar aborto do filho que a adolescente esperava.

 

 

 

 

 

A prisão ocorreu em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá), nesta sexta-feira (3), mas a família mora em Cuiabá, na região do Coxipó.

 

 

 

 

 

Segundo informações da Polícia, há pelo menos três anos, a adolescente sofria abusos de A. F. S, 37, que teve prisão preventiva decretada pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar, da Capital.

 

 

 

 

 

A menina engravidou do próprio pai e teve aborto supostamente provocado. Ela estava com três meses de gestação e não desconfiava da gravidez.

 

 

 

 

 

Como a mãe acreditava que a menina estava apenas com a menstruação atrasada, deu para ela tomar um medicamento fototerápico. Desconfiado da gravidez, o pai teria forçado a filha ingerir outros dois remédios produzidos a base de extratos vegetais.

 

 

 

 

 

Depois de uma semana, a garota começou a apresentar sangramento e teve uma hemorragia. Ela foi levada para a Policlínica e, em seguida, para o hospital, onde a mãe descobriu que a filha estava grávida.

 

 

 

 

 

Conforme a delegada Liliane de Souza Santos Murata Costa, a mãe da menina procurou a delegacia e denunciou o caso. A delegada solicitou ao Instituto de Medicina Legal (IML) necropsia no feto de três meses e aguarda resultado do laudo para confirmar se o aborto foi provocado por substâncias abortivas.

 

 

 

 

 

A delegada informou que o preso será indiciado por crime de estupro de venerável e responderá por aborto, caso seja confirmado.

 

 

 

 

 

A adolescente confirmou as agressões à equipe de psicólogos da delegacia. Ela teria informado ainda que tinha medo de contar para mãe, por ser o pai a única fonte de renda da família.

 

 

 

 

 

Diante da gravidade do crime e por ser tratar de vítima menor de idade, o caso segue em segredo de Justiça.